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Este blog foi criado para professores de 4º e 5º ano que encontram dificuldades para achar atividades. Algumas são criadas por mim e outras selecionadas dos grupos que participo. Se alguma atividade é de sua autoria me escreva para que dê os devidos créditos. Revise o conteúdo antes de utilizar. Não possuo os gabaritos. Tenho apenas as atividades.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quitutes das Gerais



            Parece que o mineiro gosta mais de doce do que de sal; de doce e de quitandas de nomes poéticos e sensuais.
            Não é preciso ser psicanalista para descobrir na doçaria um leve tom erótico. Vejam-se estes nomes: “beijos-de-freira”;  “bolos-de-noiva”, “fatias-de-amor”, “amarra-marido”, “amor-em-pedaços”, “baba-de-moça”, “beijinhos e beijos” (de cabocla, de moça, de velha bonita), “bem-casados”, “boquinha-de-moça”, “casadinhos”, “chuvisco-de-amor”, “ciúme-de-arlequim”, “espera-marido”, “lua-de-mel”, “maria-sapeca”, “suspiros”, etc., etc.
            A lista vai longe, mas eu prefiro ficar com as “fatias”, que me abrem um mundo de recordações. Tal como Proust, quando trincou a sua “Madeleine” à hora do chá. E me lembro de Joaquim “Fatia”, quem em Itabira andava pelas ruas com baú às costas, vendendo doces e quitandas. E gritava, dia e noite: “Olha a fatia, olha a fatia!”
            Ora, aconteceu que Joaquim “Fatia” era também goleiro do Atlético Itabirano e aos domingos ia jogar bola levando o seu baú de folha-de-flandres. Goleiro tão exótico como Ortiz. Nos momentos mais críticos do jogo, largava a sua meta para vender fatias, mãos-bentas e bolos de feijão. O gol vazio. A bola entrava mansamente, aninhando-se no brejo. Não havia redes naqueles tempos. Mas havia “fatias-de-amor”, que se vendiam por tostão.
(Clóvis Alvim. O Estado de Minas, 21 jan.1978.)

1. A palavra Gerais pode ter vários significados.  É pela frase que o descobrimos. Pelo título do texto você já conclui a que ela se refere?
2. O autor afirma que o mineiro tem o dom de trabalhar com a força da palavra, dando a ela um tom poético, sensual e até erótico. Você pode verificar o fato através de palavras do texto? Justifique sua resposta.
3. Qual a força da palavra Fatia no texto?
4. Descreva Joaquim Fatia e conclua o que Clóvis Alvim, o autor do texto, quis sugerir nas palavras que falam sobre o abandono do gol para Joaquim vender suas “fatias”. Argumente sobre sua resposta.


Um comentário:

  1. Bom dia, Helena! Adorei seu blog, parabéns pela iniciativa. Em 2014 estarei lecionando num 4º ano e suas sugestões já estão me ajudando no planejamento das atividades e montagem de um projeto de leitura. Obrigado!

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