Bem-vindos!!!!

Este blog foi criado para professores de 4º e 5º ano que encontram dificuldades para achar atividades. Algumas são criadas por mim e outras selecionadas dos grupos que participo. Se alguma atividade é de sua autoria me escreva para que dê os devidos créditos. Revise o conteúdo antes de utilizar.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A FLORESTA DO CONTRÁRIO


                   Todas as florestas existem antes dos homens. Elas estão lá e então o homem chega, vai destruindo, derruba as árvores, começa a construir prédios, casas, tudo com muito tijolo e concreto. E poluição também. Mas esta floresta aconteceu o contrário. O que havia antes era uma cidade dos homens, dessas bem poluídas, feia, suja, meio neurótica. Então as árvores foram chegando, ocupando novamente o espaço, conseguiram expulsar toda aquela sujeira e se instalaram no lugar. É o que poderia se chamar de vingança da natureza - foi assim que terminou o seu relato o amigo beija-flor. Por isso ele estava tão feliz, beijocando todas as flores - aliás, um colibri bem assanhado, passava de flor em flor por ali, ele já sapecava um beijão.
 Agora o Nan havia entendido por que uma ou outra árvore tinha parede por dentro, e ele achou bem melhor assim. Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras. Era um lugar muito bonito, gostoso de ficar. Só que o Nan não podia, precisava partir sem demora. Foi se despedir do colibri, mas ele já estava namorando apertado outra florzinha, era melhor não atrapalhar.

(Fragmento do livro “Em busca do tesouro de Magritte.)

Texto II
CIMENTO ARMADO

Batem estacas no terreno morto.
No terreno morto surge vida nova.
As goiabeiras do velho parque
E os roseirais, abandonados,
Serão cortados
E derrubados.
Um prédio novo de dez andares,
Frio e cinzento,
Terá seu corpo de cimento armado
Enraizado no velho parque
De goiabeiras
De roseirais.

Batem estacas no terreno morto.
Século vinte...
Vida de aço...
Cimento armado!
Batem estacas
No prédio novo de dez andares,
Terraços tristes
Pássaros presos,
Rosas suspensas
Flores da vida,
Rosas de dor.


Trabalhando com o Texto
1.   Assinale com um X apenas a opção correta. (0,5 cada)

a) Os autores dos dois textos falam sobre o mesmo assunto. O assunto abordado nos dois textos é:

(    ) A devastação e destruição da natureza causada pelo homem.
(    ) A preservação dos recursos naturais.
(    ) Nenhuma das alternativas anteriores.

b) Apesar de abordarem o mesmo assunto, os resultados são diferentes em cada texto, porque:

(    ) no primeiro texto a natureza saiu vitoriosa ao recuperar seu espaço outrora perdido, enquanto no segundo texto os pássaros e as rosas sofrem a consequência da construção de mais um prédio de dez andares.
(    ) no segundo texto a natureza saiu vitoriosa ao recuperar seu espaço outrora perdido, enquanto no primeiro texto os pássaros e as rosas sofrem a consequência da construção de mais um prédio de dez andares.

c) Para “expulsar toda aquela sujeira” e se instalarem no seu lugar, as árvores tiveram que lutar. A parte do texto que confirma o fato de certas árvores conservarem os sinais de sua luta é:

(    ) “ Todas as florestas existem antes dos homens.”
(    ) “ Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras, por isso uma ou outra árvore tinha parede por dentro. ”

d) No texto II o poeta fala do prédio como se ele fosse uma pessoa em:

(  ) ” Um prédio de dez andares. ”
(  ) “ Terá seu corpo de cimento armado. ”

e) O poeta se refere a pássaros presos, terraços tristes, por que:

(    ) os terraços são pintados de preto e cinza.
(    ) os terraços ocuparam o espaço da vegetação, a alegria dos animais e com o agravante de que nas cidades, as pessoas costumam prender os pássaros em gaiolas.

2.    Escreva entre os parênteses, certo ou errado de acordo com os textos: (0,5 cada)

a) No texto II o autor utiliza a palavra “enraizado” como se o prédio fosse uma árvore. (
                 )

b) As goiabeiras e os roseiras foram conservadas após a construção do novo prédio. (
                  )

c) No texto I a história é fato real, enquanto que no texto II é imaginário, pois jamais destruiriam a natureza para construir um prédio. (
                   )

d) No texto I, ao tomar a cidade e devolver a vida aos seres da floresta, as árvores consideraram uma vingança da natureza. (                     )

e)Os pássaros do Texto II eram tão felizes quanto os pássaros do texto I. (
                   )


GRAMÁTICA
1.     Em que conjunto o grafema/letra X representa o mesmo fonema/som? (0,50)

a) (   ) tóxico - taxativo
b) (   ) enxame - inexaurível
 
c) (   ) intoxicado - exceto
d) (   ) têxtil – êxtase
 

2.    Devem ser acentuadas todas as palavras da opção: (0,50)


a) (   ) taxi - juri - gas 
b) (   ) ritmo - amor - lapis
c) (   ) chines - ruim - jovem
d) (   ) juriti - gratis - traz
e) (   ) açucar - abacaxi – moléstia

3.    Assinalar a alternativa em que todas as palavras estão separadas corretamente: (0,5)

a) (   ) mas-as / i-gu-al / miú-da
b) (   ) cons-truir / igual / cri-ei
c) (   ) cri-ei / as-pec-to / mi-ú-da
 
d) (   ) me-da-lhões /  pás-sa-ros / es-ta-çõ-es

4.    Dê “características” aos nomes (seres, substantivos) do texto II conforme a indicação. (0,25 cada)

a)    terreno _________________________       d) prédio ______________________________
b)    parque __________________________      e) terraços ____________________________
c)    roseiras _________________________      f)  pássaros ____________________________

ORTOGRAFIA

5.    Apenas uma entre as demais palavras de cada grupo está escrita de forma incorreta. Identifique-a e escreva da forma correta: (0,5 cada)

a) estádio - escola - estração ____________________________

b) péssimo -vasoura- assunto ____________________________
c) desça – cresça - aparesça _____________________________
d) excelente – excepcional - excência ______________________

Profª Graciele Lopes

domingo, 23 de março de 2014

Carta

1 - Leia esta carta.

Querida Ângela,

             Depois que você foi embora para Ribeirão Preto, eu fiquei um tempão andando pela casa que nem barata tonta, achando tudo muito sem graça. Cada vez que eu pensava que ia ter que esperar as outras férias para brincar outra vez com você, me dava vontade de sair gritando de raiva. Mamãe me deu um picolé para eu ficar contente, mas a raiva era tanta que eu mastiguei toda a ponta do pauzinho, até ficar franjinha. Mais tarde a Maria e a Cláudia vieram me chamar para brincar. Nós ficamos pulando corda na calçada, e depois sentamos no muro e ficamos brincando de botar apelidos nos meninos. O Carlinhos ficou sendo o Carlão-sem-sabão. Toda vez que a mãe dele chamava para tomar banho, ele volta depois com outra roupa, mas com a mesma cara. A Cláudia disse que o Carlinhos abre o chuveiro só pra mãe dele ouvir o barulho, mas vai ver ele fica sentado na privada vendo a água correr. Aí troca de roupa, e pronto.
           A mania do Chico é dizer que um jogo não valeu sempre que ele está perdendo. Então, o apelido dele ficou sendo mesmo “Chico-não-valeu”. Não deu para inventar mais apelido porque os meninos ficaram loucos da vida, quiseram tomar a corda da gente e começaram a puxar nosso cabelo. No fim cansou, a gente acabou indo todo mundo jogar queimada na casa do Fernando.
           Eu voltei para casa contente da vida, mas quando o Fábio me viu foi dizendo: “Tá tristinha porque a priminha foi embora? Vai ser ruim mexericar sozinha por aí, né?” Ah, Ângela, que raiva! Às vezes dá vontade de trocar esse irmão marmanjo por uma irmã do meu tamanho como você!
         Um beijo,
                                                                    Marisa

STAHEL, Monica. Tem uma história nas cartas da Marisa.
Belo Horizonte: Formato, 1996. p. 5.

    1.    Esse texto é uma carta pessoal.
  
a) Quem escreveu  esta carta?_____________________________
b) Para quem ela escreve?________________________________
c) Essas pessoas são adultas ou crianças? Como você descobriu?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________

2. Na carta, Marisa faz referências a três brincadeiras: pular corda, colocar apelido em meninos e jogar queimada.

a)    Que outras brincadeiras desse tipo você conhece?

________________________________________________________________________

b)    De qual delas você mais gosta de brincar?

________________________________________________________________________

3. No final da carta, Marisa conta que Fábio, seu irmão, a provocou e a deixou com raiva.

a)    Esse irmão é mais novo ou mais velho que Marisa?

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      b) Que palavra mostra isso?

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      c) O que quer dizer mexericar? Marque a resposta correta.

(      )    Chupar mexericas.     
(      )  Conversar em segredo, fazer intrigas.    
(      ) Cantar  em voz baixa.

4. Depois da partida de Ângela, Marisa ficava andando pela casa que nem barata tonta. Você já ouviu a expressão barata tonta? Expressões como essa são criadas pelo povo. O que significa “barata tonta” no texto?

(      ) Pessoa nojenta, antipática.         
(      ) Pessoa desnorteada, perdida.
(      ) Pessoa  que tem medo de baratas.    
(      ) Pessoa atenta.    

5. Normalmente as cartas apresentam, logo na primeira linha, o nome da cidade e a data em que foram escritas. Na carta de Marisa não há essas informações.

a)    Se você fosse Marisa e estivesse escrevendo essa carta hoje, que cidade e que data deveriam aparecer no início dela?
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b)    Que expressão Marisa usa para se despedir de Ângela?
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6. Em que situação as pessoas escrevem cartas pessoais?
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7 -  Imagine que você seja Ângela, a prima de Marisa. Escreva em seu caderno de  produção de texto uma resposta à carta de Marisa, comentando sobre a tristeza da separação de vocês, a importância de ter amigos em ocasiões difíceis, o que você está sentindo etc. Conte também o que tem feito, se fez novos amigos, como está se relacionando com os colegas da escola etc.

8 -  Socialize sua carta resposta.
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 Graciela Lopes

A VELHA CONTRABANDISTA


              Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
              Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim para ela:
             - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
              A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo e respondeu:
             - É areia!
              Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
              Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez.
             Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas às vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
           - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
            - Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
           - Eu prometo à senhora que deixo à senhora passar. Não dou parte, não apreendo não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
          - O senhor promete que não “espaia”? – quis saber a velhinha.
          - Juro – respondeu o fiscal.
          - É lambreta.
Para gostar de ler, vol. 8
São Paulo, Ed. Ática, 1987

Compreensão do texto.
Marque com um x a alternativa correta.

1.    Na expressão “manjo essa coisa de contrabando”, a palavra “manjo” quer dizer que o guarda: (0.25)
a)    ás vezes vê contrabando.
b)    Conhece pouco de contrabando.
c)    Engana-se com as pessoas.
d)    Entende de contrabando.

2.    Na expressão “tocar a lambreta”, entende-se: (0,25)

a)    Colocar a mão na lambreta.
b)    Desligar a lambreta.
c)    Ligar a lambreta.
d)    Sair com a lambreta.

3.    Esse texto é: (0,25)
a)    Narrativa com discurso direto
b)    Poesia
c)    Informativo
d)    Narrativa com discurso indireto

4.    O final do texto é surpreendente. Por quê? (0,5)

5.    Você sabe o que é contrabando? O que acha disso? (0,5)

6.    O texto tem _________ parágrafos. (0,35)

Gramática

1.    A palavra velhinha tem três sílabas sendo que a mais forte, ou a que falamos com mais intensidade é a sílaba lhi. Quanto a sílaba tônica (sílaba mais forte da palavra) elas são classificadas em:
·         Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última.
·         Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima.
·         Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima.

Retire do texto o que se pede: (0,5 cada)
a)    (§ 2) duas palavras oxítonas______________________________________________
b)    (§11 ) uma palavra paroxítona____________________________________________
c)    (§ 4 e 9)  uma palavra proparoxítona_______________________________________
d)    (§ 8) dois ditongos______________________________________________________
e)    (§ 1) dois hiatos­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­_______________________________________________________
f)     (§ 6) três monossílabos tônicos­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­____________________________________________
g)    (§ 12) um tritongo______________________________________________________


2.    Pontue adequadamente a frase abaixo seguindo as indicações. (2,0)

“PERDOAR NUNCA MATAR”

ü  Para dizer que devemos perdoar sempre.

___________________________________________________________

ü  Para dizer que não devemos perdoar.

__________________________________________________________

3.    Acentue as palavras adequadamente. (2,4)

SANDUICHE – HABITO – TAMBEM – HEROI – MEDICO – CEDULAS


VOCES – CIPO – SAUDE – PROVEM – NINGUEM – PROPOS

Profª Graciela Lopes