Bem-vindos!!!!

Este blog foi criado para professores de 4º e 5º ano que encontram dificuldades para achar atividades. Algumas são criadas por mim e outras selecionadas dos grupos que participo. Se alguma atividade é de sua autoria me escreva para que dê os devidos créditos. Revise o conteúdo antes de utilizar. Não possuo os gabaritos. Tenho apenas as atividades.

domingo, 20 de março de 2011

A Espera


Quando chega o domingo, 
pulo cedinho da cama, 
Tomo mingau com banana, 
nem quero ficar dormindo.

Fico olhando na janela, 
esperando a minha vó, 
Sei que sou seu xodó. 
Dou aquele abraço nela!

Vamos juntas à igreja. 
Lá ficamos de mãos dadas. 
Penso na torta de cereja, 
que vovó deixou lá em casa.

Quando chegamos famintas, 
quero comer toda a torta, 
mamãe diz: "te comporta!" 
Ai! Meus ouvidos tilintam.

Mas logo, toda faceira, 
corro a brincar lá fora. 
Nem vejo passar a hora. 
Tantas são as brincadeiras!

O domingo passa depressa, 
quase num piscar de olhos. 
Vovó vai embora, eu choro, 
mas já espero outra festa!

                                      Dorcila Garcia



Interpretação do Poema

1) A menina do poema fica á espera de quem?

• a vó  
• a mãe  
• a tia  

2) Qual é o titulo deste poema?

• esperando na janela  
• a espera  
• esperando a vovó  

3) Como é o nome da autora?

• Dorcila  Alves  
• Dorcila Amaral  
• Dorcila Garcia   

4) Quantas estrofes têm no poema A espera?

• seis  
• três  
• oito  

5) Quantos versos têm em cada estrofe?

• cinco  
• quatro  
• três 

Atividade enviada por Silvana para o grupo Pedagogia dos Sonhos Possíveis.

O Curupira


No fundo das matas, bem longe das cidades e das aldeias, quando soam gritos longos e estridentes, é o Curupira que se aproxima.
O melhor que se faz é sair dali correndo.
O Curupira é um anão de cabelos vermelhos, dentes verdes e com os pés virados para trás. Para os índios, ele é o demônio da floresta. Corre atrás deles, enfurecido, para bater e até mesmo matar. Para se protegerem, quando se afastam de suas aldeias, os índios deixam pelo caminho penas de aves, abanadores e flechas.
O Curupira é o protetor das árvores e dos animais. Batendo nos troncos das árvores como se fossem tambores, testa a resistência delas, quando ameaça cair uma tempestade.
Ele odeia os homens que caçam e destroem as matas. Por isso, gosta de deixar os caçadores perdidos dentro da floresta. Quem vê o Curupira perde totalmente o rumo, não sabe mais achar o caminho de volta...
Para atrair suas vítimas, o Curupira, às vezes, chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana.
As histórias do Curupira são contadas em todo o Brasil. Em algumas regiões, ele tem o nome de Caipora ou Caapora, e aparece, freqüentemente, montado em um porco-do-mato.

Responda:
1- Como é o Curupira? 

2 - O que o Curupira faz com os caçadores?

3 - O que o Curupira faz para atrair suas vítimas?

4 - Que outros nomes o Curupira tem em outras regiões do Brasil?

5 – Assinale somente a alternativa correta:

a) Na floresta, que sinais anunciam que o curupira está chegando?
(   ) Gritos longos e estridentes.
(   ) Árvores destruídas no caminho.
(   ) Rastros de porco-do-mato.
(   ) Sons de tempestade.

b) O Curupira testa a resistência das árvores para
(   ) protegê-las dos índios.
(   ) saber se elas não cairão com a chuva forte.
(   ) atrair sua vítimas humanas.
(   ) assustar os destruidores da floresta.

c) A história do Curupira é sobre um
(   ) demônio que assusta os animais da floresta.
(   ) índio que usa abanadores e flechas.
(   ) homem que se perde na mata e fica apavorado.
(   )  anão que protege as árvores e os animais.

d) O Curupira vive em
(   ) aldeias.                            (   ) cidades.                           (   ) matas.                              (   ) troncos.
e) As pessoas têm medo porque o Curupira
(   ) persegue quem destrói a natureza.
(   ) toca tambores escondido durante a noite.
(   ) protege as árvores das tempestades.
(   ) ataca os animais selvagens e perigosos da mata.

f) No texto, a palavra enfurecido significa
(   ) apressado.                                   (   ) furioso.                             (   ) desajeitado.                     (   ) barulhento.


6 - Escreva a quem refere-se os pronomes grifados nas frases abaixo:
a) Para os índios, ele é o demônio da floresta. 
b) Eles deixam pelo caminho penas de aves, abanadores e flechas. 
c) O Curupira odeia os homens que destroem as matas, por isso gosta de protegê-las dos caçadores. 


7 - Grife no texto uma palavra monossílaba, uma dissílaba, uma trissílaba e uma polissílaba. Depois transcreva-as para a tabela abaixo:
MONOSSÍLABA
DISSÍLABA
TRISSÍLABA
POLISSÍLABA






8 – Grife, de azul, cinco palavras da lenda (aleatoriamente). Depois escreva-as abaixo em ordem alfabética.

9 - Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente.
(    ) estridente    índios    deixan
(    ) enfurecido    tanbores    destroem
(    ) tronco    tempestade    caçam


10 - No trecho ¨Quem vê o Curupira perde totalmente o rumo, não sabe achar o caminho de volta...¨ . As reticências foram usadas para indicar:
(    ) uma pergunta.
(    ) a continuidade de uma idéia.
(    ) a fala de alguém.

Atividade enviada por Silvana para o grupo Pedagogia dos Sonhos Possíveis.

Sombras assustadas


A coisa aconteceu mais ou menos assim: era aniversário do Marquinho da minha classe e lá fomos nós, um bando de meninos e meninas na sua festa. Comemos, bebemos, pulamos, gritamos, falamos, cantamos... até não poder mais.
Lá pelas tantas, todo mundo cansado de comer, beber, correr, gritar, pular e cantar, fomos sossegando e sentando num sofá marrom, num dos cantos da sala. Marquinho, eu, Rita, Felipe, Marisinha, Tiago e Kikão. Era hora do bate-papo mais próximo, do assunto mais íntimo. Conversamos durante uma boa meia hora. Os assuntos iam e vinham com incrível facilidade e velocidade. Falávamos de jogos, de televisão, de escola, dos irmãos, dos inimigos.
A certa altura da conversa, quando a sala estava quase vazia e só nós conversávamos ali no canto, o assunto que veio foi o medo. Não o medo da professora e da bronca da mãe, nem o medo de apanhar do vizinho maior ou medo de levar bomba na escola. O medo de que começamos a falar era o medo de almas do outro mundo, de cemitérios, de defuntos, de mortos-vivos... De todos nós, Marquinho era o mais quieto e o que menos falava.
- Pô, Marquinho, você está com tanto medo que nem abre a boca?!
Ele mal abriu a boca para explicar:
- É medo, mesmo.
Felipe entrou na conversa.
- Medo de quê, cara? Medo é coisa de mulher!
As meninas, discordando da afirmação, mas também com medo, não abriram a boca, enquanto ele continuava a provocação:
- Medo é coisa de maricas, Marquinho.
Marquinho tentou explicar-se:
- Eu tenho medo mesmo. E não tenho vergonha de dizer. Se você quiser achar que é só mulher que tem medo, problema seu!
- Chiii! Cada homem medroso... parece mulherzinha.
Eu também entrei na conversa.
- Quer dizer que você não tem medo, Felipe?
Ele olhou para mim, com uma cara que eu não entendi se era de gozação ou de medo disfarçado, e respondeu:
- Não tenho, não. Medo passa longe de mim.
O diz-que-diz rolou mais um pouco, com Felipe, provocador, dizendo não ter medo de nada e o resto de nós não acreditando na sua exibição. Foi o próprio aniversariante quem deu a dica para passarmos a limpo nossa discussão.
- Você pode provar para nós que não tem medo?
- Posso.
- Agora?
- Qualquer hora.
- Então vou te fazer uma proposta. Se você provar que não tem medo, eu vou na escola vestido de mulherzinha...
- E se eu não provar?
- Você vai na escola, durante a semana inteira, com uma placa de cartolina, na qual escreveremos “eu sou medroso”. Você topa?
Esfregando as mãos, aparentando satisfação imensa, Felipe respondeu imediatamente:
- Está topado. Topadíssimo! Pode fazer a proposta.
Marquinho pensou por alguns segundos, enquanto todos nós fizemos um silêncio esperançoso.
- Você deverá sair dessa sala, passar pela cozinha, abrir a porta e entrar no salão sem acender as luzes!
O salão ao qual Marquinho fazia referência era o salão que ficava no fundo do quintal da sua casa, onde tinha sido feita a sua festa de aniversário. Era um salão grande, mas separado da casa pelo quintal. Estava tudo escuro.
- Prepare-se, Marquinho. Quero ver você vestido de mulherzinha na escola...
- Não cante vitória antes, Felipe!
- A vitória é para já!
Felipe ia saindo quando Marquinho deu-lhe uma última recomendação:
- Só quero que você saiba o seguinte: quando nós mudamos para essa casa, toda a vizinhança dizia que o salão era mal assombrado, que, no escuro, duas sombras humanas ficam vagando lá dentro. Eu não acredito nisso de sombra; eu só escuto vozes gemendo à noite. Mas acho que você não se incomoda com essas coisas, né?!
Eu juro que vi o Felipe atrapalhar-se com um risinho meio nervoso e diminuir levemente seus passos. Seria medo?
Bem... a resposta todos nós ficamos sabendo, menos de um minuto depois que ele saiu pela cozinha e se dirigiu ao salão. E foi uma resposta curta, seca e grossa: um grito bem dado, uma mistura de “ui, iau, uáá”, um berro bem sonoro, bem forte, que saiu de dentro do seu peito, passou pela sua garganta e veio correndo de volta, até a sala onde estávamos. Felipe chegou esbaforindo-se, quase primeiro que seu próprio grito, derramando-se de susto.
- Eu vi... eu vi...
Marquinho, já saboreando a derrota do falso corajoso, perguntou-lhe:
- Viu o quê?
E Felipe, sem pose nenhuma, foi explicando:
- Eu vi as sombras...
Marquinho caiu na gargalhada.
- Que sombras: eu inventei isso! Não tem sombra nenhuma.
- Claro que tem! Eu vi!
- Você viu foi o seu medo, Felipe.
- Vamos lá, vocês vão ver... eu mostro...
A esta altura da farra, fomos todos em bando, para o salão de festas ver as tais sombras. E não é que era verdade? Felipe tinha visto sombras assustadoras lá dentro, mas eram sombras das bexigas penduradas no teto, dos enfeites nas paredes e das pás do grande ventilador. Claro, todas essas coisas misturadas pelo vento suave que invadia o salão mais o medo de Felipe fizeram-no ver as sombras mais tenebrosas da sua vida.
A festa terminou assim, com aquele sabor de refrigerantes, sombras assustadoras e esperança de muita brincadeira na semana inteira. Afinal, alguém frequentaria as aulas com a tabuleta “eu sou medroso”.

(Fonte: GARCIA, Edson Gabriel. Meninos e meninas – emoções, sentimentos e descobertas. São Paulo, Edições Loyola, 2002. p.35-38.)

1) Uma turma de amigos estava reunida. Preencha o quadro de acordo com o texto:

Que crianças faziam parte da turma?



Motivo do encontro



Local



O que eles fizeram juntos?





2) Em que momento da festa surgiu a conversa sobre o medo?

3) Para explicar melhor o assunto da conversa, o narrador dá alguns exemplos de medo que podemos sentir. Complete o quadro com os exemplos citados no texto.

Medos que não faziam parte da conversa
Medos que faziam parte da conversa








4)Essa conversa fez algumas crianças sentirem medo. Pensando no momento e no local em que eles estavam conversando, o que pode ter contribuído para que as crianças sentissem medo?

5) Responda:

a) Por que Marquinhos e Felipe discutiram?

b) Quem estava com a razão? Explique sua resposta.

c) Num primeiro momento, Felipe estava confiante que venceria a aposta. Copie uma informação do texto que comprove essa afirmativa.

b) Que truque Marquinho usou para vencer Felipe?

6) Em poucos minutos, Felipe voltou correndo e gritando do salão.

a) Complete o quadro, mostrando o que era real e o que era fantasia dentro do que Felipe percebeu.

O que era real?
O que era fantasia de Felipe?

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b) Em sua opinião, por que Felipe sentiu medo de coisas que não existiam?



7) Leia o trecho e copie-o passando para o plural:

Então vou te fazer uma proposta. Se você provar que não tem medo, eu vou na escola vestido de mulherzinha...

8) Escreva as frases abaixo passando para o plural:

a) O menino vê a borboleta voando.
b) O aluno lê um livro sobre a primavera.
c) A borboleta tem asa colorida.
d) Espero que a criança dê atenção ao animalzinho.
9) Sublinhe as locuções adverbiais. Depois classifique-as indicando a circunstância:
a) De longe dava pra ver a fumaça do incêndio. ( ___________________)
b) De vez em quando eu sinto dor de cabeça. ( ___________________)
c) Com certeza você vai gostar do livro. ( ______________________)
d) Depois que conversamos às claras, nos despedimos. ( ______________)
e) Às vezes eu tenho vontade de gritar. ( _____________________)
f) Vire à direita e encontrará a farmácia. ( ______________________)

10) Marque as alternativas em que todas as palavras estejam escritas corretas:

(   ) geladeira – relógio – jeleia
(   ) jiboia – germe - jegue
(   ) jiló – berinjela - tigela
(   ) girafa – jinásio – gilete

11) Forme frases com as palavras abaixo:
 Sela _______
Cela ________


12) Marque V ou F de acordo com o uso das palavras destacadas e corrija as falsas:

(    ) Minha mãe tem uma coleção de selos.
 (    ) Ele uma estrela brilhar no céu.
(    ) Está tudo pronto. Espero que eles o melhor.
(    ) Durante a viagem Ricardo e Renata a paisagem.
 (    ) Meus avós tem um sítio muito legal!
 (    ) Os meninos creem que vão ganhar o jogo.

13) Leia o trecho do texto e retire dele o que se pede:

A esta altura da farra, fomos todos em bando, para o salão de festas ver as tais sombras. E não é que era verdade? Felipe tinha visto sombras assustadoras lá dentro, mas eram sombras das bexigas penduradas no teto, dos enfeites nas paredes e das pás do grande ventilador. Claro, todas essas coisas misturadas pelo vento suave que invadia o salão mais o medo de Felipe fizeram-no ver as sombras mais tenebrosas da sua vida.
A festa terminou assim, com aquele sabor de refrigerantes, sombras assustadoras e esperança de muita brincadeira na semana inteira. Afinal, alguém frequentaria as aulas com a tabuleta “eu sou medroso”.



a) Um verbo:

        1ª conjugação:________________________
        2ª conjugação: ___________________________
        3ª conjugação:______________________________
b) Um substantivo próprio: ______________________________
c) Um substantivo comum: ____________________________
d) Um verbo no infinitivo: ______________________________
e) Um advérbio:
        modo: _________________________
        lugar:__________________________-
        inensidade:___________________________

14) Complete com tem ou têm:
a) A menina _________ muito entusiasmo em aprender
b) Ela _________ um sapato igual ao seu. 
c) Alguns políticos _________  esperanças de um futuro melhor.
d) Eles não _________ competência para julgar.
e) f) Então, ela _________que pedir perdão pelo que disse! 

Atividade enviada por Adriana Carvalho para Professores Solidários.